Violência infantil: como alguns autores das Ciências Humanas falaram desse tema?
28 de junho de 2019Escrito Por Esequias Castro (Unilab)
No ENEM o histórico de temas da redação que abordam algum problema social é extremamente grande, já que na Competência V o objetivo central do candidato é o de realizar uma solução interventiva para o problema abordado ao longo do texto. Assim, o aluno com uma base teórica muito boa nas Ciências Sociais poderá fornecer argumentos sólidos e coerentes em sua redação, aumentando sua nota.
O aluno deve ter “mente aberta” para tentar abordar de diferentes formas o mesmo tema, para que assim tenha uma melhor eficácia em sua redação. O estudante deve saber como falar da proposta em questão e isso vem com o senso crítico aliado a conhecer como um autor famoso raciocina para consequentemente ter um argumento bom e realista. O uso de autores consagrados é um tipo de estratégia argumentativa denominada de argumento de autoridade e ela se constitui a partir da citação de trechos desse pensamento ao longo do texto.
Quando o tema violência é falado, abre todo um leque de pensadores e fatos históricos que abordam esse assunto de maneira direta ou indiretamente, entretanto, o vestibulando deve notar que esses autores têm suas lógicas de pensamento e que isso faz que uma simples palavra possua vários significados, como também esses fatos históricos podem ser ligados de várias formas nos seus argumentos, a realidade pode ser vista de várias maneiras.
Por exemplo, a Revolução Industrial, na Inglaterra, a visão que se tinha da criança era bem diferente de hoje. Naquela época, ser “criança” era ser um adulto pequeno que poderia ser usado e explorado. A referência aqui é um fato histórico que podemos problematizar: como era antes e como é hoje em dia? Essa visão tem impactos nos dias atuais?
Outro aspecto a ser ressaltado são os conflitos e hostilidades, que foram gerados a partir da modernização das civilizações e que isso ainda tem influencias sobre todos os indivíduos que habitam a cidade.
Observe uma citação de Milton Santos:
“A mudança do campo para a cidade contribuiu para a utilização do trabalho infantil nas indústrias. Inicialmente, só as crianças abandonadas em orfanatos eram entregues aos patrões para trabalharem nas fábricas. Com o passar do tempo, as crianças que tinham famílias começaram a trilhar o mesmo caminho, trabalhando por longas e exaustivas horas, perdendo, assim, toda a sua infância”
A questão que é tratada é uma das grandes violências que ainda acontecem no século XXI, o trabalho infantil priva a criança de sua vida social e estudantil que por sua vez pode se tornar um futuro delinquente ou um adulto alienado, pois não desenvolveu seu senso crítico.
Uma boa abordagem a ser citada em seu texto é a violência institucionalizada. Por definição é toda violência que aceitamos explicitamente ou implicitamente tornando ela natural e dizendo que é inevitável, por exemplos, expressões como: – “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher” ou quando um pai fala: – “eu crio meu filho da maneira que bem entender e bato nele quando bem quiser”. São exemplos que podemos tirar do senso comum para problematizar criticamente nas suas dissertações—argumentativas.
Seguindo à linha de raciocínio de Hannah: a maldade vem da escolha do homem, de sua racionalidade; um leão não é mal ou um lobo quando caça suas presas, pois ele faz isso por extinto e sua sobrevivência, já o homem não, o homem tem sua racionalidade e com isso tem como poder de escolher se quer fazer o bem ou o mal.
A violência passa ser um instrumento para justificar o fim, principalmente quando o objetivo é a curto prazo, e isso torna mais fácil o ato ser racional, o ato em se é justificado pela o resultado em curto prazo. Desse modo, apresentamos alguns autores que trataram o tema da violência e, em algumas passagens de suas abordagens, mencionaram a violência infantil.



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